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15 de out de 2012

ObSeRvAçÕeS

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                                                                                                                                       Juan de Marco

14 de out de 2012

VELHA INFÂNCIA

            Quem na infância nunca esperou ansioso o dia 12 de outubro? É nele que se comemora o dia das crianças, data ao qual eufóricos ganhávamos presentes como doces, brinquedos ou até roupas (apesar que nem todos gostavam de ganhar isso).   
            Os anos passaram e nos tornamos jovens, adolescentes e enfim adultos. Muitos lembram com saudades daqueles tempos, já outros nem fazem tanta questão. Mas é bom olhar o passado e ver como éramos felizes com tão pouco. Lembrar é viver, mas não podemos retornar ao passado. Por isso não devemos deixar nossa criança interior morrer. Temos que ter nossos sonhos, sempre que possível sorrir e brincar com as situações que a vida nos proporciona. Só assim poderemos tirar um pouco deste peso que, com o tempo se torna árduo para qualquer um.           
            Escrevi um poema que fala um pouco destes tempos, tempos em que éramos crianças:





SAUDADES DE SER CRIANÇA


Lembro-me dos tempos de criança
Quando tudo era apenas diversão
E eu corria, pulava, ria e gritava
Independente do motivo ou ocasião
Eu podia, pois eu era um brincalhão

Lembro-me dos tempos de criança
Quando tudo era imprevisível
Fugia do banho e do escuro
Tinha até um amigo invisível
E um plano que era infalível

Lembro-me dos tempos de criança
Quando tudo parecia um sonho
Podia ser príncipe ou até herói
Diferente desse lugar estranho
Que dia perco e outro dia ganho



            Agradecimento especial a Nathália F. Cherém, por ter feito a ilustração para este post.

VERSOS LIVRES

            Talvez eu saiba o que se passa contigo ou não, só sei que as palavras têm o poder de nos guiar na escuridão.

AMIZADES ANTIGAS E ATUAIS

            É certo dizer que amigos de infância são temporários e que amigos na maior idade são para a vida toda? Complicado isso, mas para cada pessoa há uma resposta certa, ou só mais uma pergunta. É bom olharmos para trás e vermos que tivemos bons amigos, e assim guardar boas lembranças de tempos que jamais serão apagados. Melhor ainda é quando eles podem nos acompanhar em novas aventuras que o tempo proporciona. Mas quando não podem seguimos em frente e assim conquistamos novos amigos, que até substituem os antigos, mas que muitas vezes ganham um espaço maior até do que os que já se foram.
            A seguir um relato sobre isto, um caso entre vários que podem acontecer:


       “... Antes de começar a falar digo que, antigamente sempre tive péssimas amizades. Já hoje em dia tudo está totalmente diferente, minha vida se tornou o contrário do que era.
       Sempre tentei saber o porquê disso, mas nunca descobri. Cada um ali queria ser melhor que o outro ou queria ser o destaque em certas brincadeiras. Às vezes eu me metia em certas coisas e acabava me dando mal, depois rolavam brigas e etc. Sempre aconteciam discussões, eles me xingavam e eu por minha vez também dava o troco. Não me chamavam para nenhum lugar e eu também fazia a mesma coisa. Hoje em dia eles têm mais "cabeça", já são grandes e pensam melhor no que fazem para não cometerem as besteiras de antigamente. Sei que não preciso mais deles, eu só os tinha por perto porque eles eram meus amigos de infância, moravam no mesmo condomínio e tal.
       Depois de muito tempo parti para outros lugares, descobri gente nova, mais interativa e que se preocupa comigo. Os meus amigos atuais são bem maneiros pelo simples fato de também curtirem o que eu curto, é totalmente diferente! Eles não moram na mesma cidade que eu e sim no interior muito distante da capital. Vou lá algumas vezes pelo ano e nos divertimos bastante batendo um papo, bebendo e indo a shows. Até já trabalhei por um curto período de tempo como segurança, só pra curtir uma festa com os manos de lá.
       Antigamente em minhas amizades não tinham nada disso, agora a maré mudou ao meu favor. Por isso que não me arrependo de nada que aconteceu na minha vida... ”


Wilson Vargas, 20 anos, Salvador – BA



            Como percebemos este caso pode ser resumido em duas palavras: incompatibilidade e familiaridade. No passado dele o processo de socialização sem opção, ou seja, fazer amizade com quem há ali e pronto. Já no estado presente vemos os gostos em comuns, depois de adquirida a maturidade podemos voar para ares onde nos acolhem melhor, ser livres para ter os amigos que queremos ter.
            Quando somos novos muitas vezes nos deparamos com esta situação, algo chato, pois quase sempre nos vemos envolvidos com pessoas “nada haver” conosco. Há circunstâncias ao qual a vida nos impõe isso, seja num bairro, escola ou até mesmo na família, temos que tentar driblar as diferenças para quem sabe futuramente ter um ambiente opcional para estar. Claro que ter liberdade de escolher com quem ficar é ótimo, ainda mais quando são pessoas que só nos fazem bem, podemos ser quem somos sem ter medo de causar más impressões. Zuamos e curtimos a vida de um modo diferente, tudo parece ter sentido, até mesmo quando vivemos num filme em preto e branco.

DEVANEIO

            “Não pense em mim somente como um amigo, pois quando a noite fria chegar posso ser aquele que aquece seu coração diante a solidão. Quero ser amante ou namorado, sapo ou príncipe encantado o que importa é ter você ao meu lado”.

                                                                                                    Para minha musa inspiradora

O MÊS QUE SE PASSOU

            Setembro foi um mês bem corrido, para não dizer sufocante. Tivemos a menor média de visualizações desde o início do blog AMOR & ÓDIO, mas isso não tira o ânimo de continuar escrevendo por aqui. O fato desta “queda” se deve a meus projetos paralelos, vida particular e os estudos... Vamos dizer que é pouco tempo para organizar e fazer tudo. Dei conta, mas para isso deixei de divulgar o blog com a intensidade de antes.
            Agradeço a todos pelas visualizações, que cederam seus tempos e deram a mim suas atenções. Se não fosse todos não estaria aqui levando isso adiante.
            Continuemos juntos!